Hipóxia intermitente pode modular marcadores em Parkinson
Estudo da Unesp mostra que a exposição controlada a ar rarefeito reduz cortisol, leptina e aumenta adiponectina em pacientes com Parkinson.
A Agência SP divulgou, em 25 de outubro de 2026, que um estudo conduzido pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) demonstrou que a exposição controlada a ar com 10% de oxigênio, em ciclos de seis minutos intercalados com ar normal, é segura e pode alterar marcadores hormonais e inflamatórios em pessoas com doença de Parkinson.
O experimento contou com 30 voluntários, metade com Parkinson e metade saudável. Cada participante passou por uma sessão de 39 minutos que incluiu quatro ciclos de hipóxia intermitente e três intervalos de ar normal, além de uma sessão‑controle em que respirou apenas ar normal.
Os resultados mostraram que, em pacientes com Parkinson, uma única sessão de hipóxia intermitente reduziu os níveis de cortisol e leptina e aumentou a adiponectina, efeito que se manteve 24 h após o experimento.
Além disso, a técnica não alterou a qualidade do sono, nem os níveis de ferro, interleucina‑6 ou a proteína BDNF, considerada essencial para a sobrevivência dos neurônios.
Fabio Barbieri, coordenador do Laboratório de Pesquisa em Movimento Humano (Movi‑Lab) e do projeto de extensão Ativa Parkinson na Unesp de Bauru, afirmou que os resultados preliminares abrem caminho para investigações mais aprofundadas sobre a hipóxia intermitente como terapia complementar ao exercício físico.
O estudo, publicado em agosto na revista Parkinsonism & Related Disorders e apoiado pela FAPESP, destaca que a técnica pode ser uma estratégia segura para modular o metabolismo e reduzir a inflamação em pessoas com Parkinson, mas não substitui tratamentos existentes.
Fontes e referências
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