Fiocruz alerta sobre poluição do ar e riscos à saúde indígena no Amazonas
A nota técnica destaca concentrações de PM2.5 acima dos limites da OMS e a necessidade de monitoramento em comunidades indígenas.
A Fiocruz, por meio do Observatório de Clima e Saúde, publicou em 13 de outubro de 2026 uma nota técnica que relata a deterioração da qualidade do ar no estado do Amazonas, causada por queimadas e incêndios florestais. O documento apresenta dados de concentrações de material particulado fino (PM2.5) que ultrapassaram os limites recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em Manaus nos primeiros dias de outubro.
A exposição a PM2.5 aumenta o risco de doenças respiratórias e cardiovasculares, afetando especialmente crianças, idosos, gestantes e pessoas com condições pré‑existentes. Em territórios indígenas, a fumaça pode ser mais perigosa devido a desigualdades socioambientais, dificuldades de deslocamento e acesso limitado a serviços de saúde especializados.
A nota técnica também aborda a possível intensificação do fenômeno El Niño 2026–2027, que pode favorecer estiagem e aumentar o risco de incêndios. Para acompanhar essas condições, o Observatório está desenvolvendo o Sistema AlertAr Saúde – Sesai, em parceria com a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde. O sistema pretende integrar previsões de PM2.5, focos de calor e incêndios, permitindo que os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) planejem ações de vigilância, prevenção e resposta.
A Fiocruz destaca que o Observatório de Clima e Saúde tem como missão reunir e compartilhar informações sobre os impactos das mudanças ambientais na saúde da população brasileira, orientando políticas públicas na área.
Fontes e referências
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